Arquivado em: família
Dizem por aí que, nas relações maduras a paixão dá lugar ao Amor. Será sempre assim? Ora vejamos: segundo o dicionário, Amor é, além de um substantivo masculino (só esta definição de género já me parece irónica…):
1. sentimento que predispõe a desejar o bem de alguém;
2. sentimento de afecto ou extrema dedicação; apego;
3. sentimento que nos impele para o objecto dos nossos desejos; atracção; paixão;
4. afecto; inclinação;
5. relação amorosa; aventura;
6. objecto da afeição;
7. adoração; veneração; devoção;
Pois, por estes lados, parece que nem paixão, nem amor já sobrevivem. Passámos a fronteira e aguentamos o barco por razões meramente funcionais como o exigem duas crianças pequenas. É triste, sim… muito triste. É triste o chegar-se a uma situação de relação funcional. Acho que, por muito difícil que seja, temos que pôr fim a isto. Não sei qual a solução, mas não será esta, concerteza. Para lá dos condicionantes económicos, há o nosso bem estar emocional, o das crianças, e o sentirmo-nos bem connoco próprios é impossível numa situação de “faz-de-conta-que-funciona-porque-a-carteira-não-dá-para-mais”. Ora, paciência, mas vai ter que dar. Não me apetece mais engolir em seco, contar até dez, fingir que não é nada… chegou a hora do meu grito de Ipiranga (mais um, que a minha vida está cheia deles…).
Como diz a sabedoria popular, tudo tem remédio, só a morte é que não.
Vamos lá pôr os pontos nos ii’s, que já é mais do que tempo…
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