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Soube hoje de manhã do resultado daquele programa da RTP…
Não acredito que a amostra seja representativa da maioria. Acho que é apenas representativa das pessoas que assistiram ao programa e que votaram. Programa claramente apetecido, até pelo tom missionário e sebastianista do título, por uma audiência bastante conservadora e tacanha, pareceu-me, nos escassos minutos que assisti.
De qualquer modo, é triste, muito triste que o 1º lugar tenha sido atribuído a Salazar, senhor mesquinho de horizontes curtos e personalidade cinzenta , que governou este país durante uma ditadura que se estendeu por 48 longos anos, responsável pelo mirrar de muitas capacidades e definhar de muitos sonhos do povo deste jardim à beira mar plantado…
Revelador do estado da nação e muito, muito assustador.
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A Jasmim tem cólicas, muito mais do que a Íris. E não me venham dizer que é outra coisa, porque se vê bem que são cólicas… ela contorce-se e faz esgares inequívocos… só acalma quando todo aquele mal-estar desagua numa grande cagada de bebé, daquelas que, se usar estiver a usar fralda descartável em vez das de pano (coisa frequente, durante o Inverno) costuma ir quase até ao pescoço!
Agora ela dorme. Há pouco, começou o queixume, a agitação, mas sem acordar. Cheguei ao pé dela, fiz-lhe uma festinha e deixei que me agarrasse o dedo com aquela mãozinha deliciosa. Fiquei ali um bocado a admirar-lhe as feições, em puro deleite maternal, a sentir a energia vital daquela mão pequenina a aquecer-me a alma. E ela sossegou. Lembrei-me que dia 16 de Abril vou trabalhar, que ela vai estar algumas horas por dia sem mim. Dei por mim a desejar, com muita força, que a Lurdes lhe dê o dedo para agarrar quando estiver inquieta e muito colinho, quando ela precisar.
Assusta-me muito o discurso”da manha dos bebés”, do “habituá-los mal” e coisas afins…
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Pena eu estar neste estado… fungar constante, nariz a pingar e espirros ruidosos…
E faltam 3 semanas para ir trabalhar… 18 dias mais cedo, para mais tarde compensar, lá para finais de Maio/Junho. Já me começo a arrepiar com a ideia de não estar 24 horas por dia com a minha Jasmim…
Ui!
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Ok… conversámos. Foi bom, voltaram os abraços e beijinhos. As demonstrações de afecto fazem milagres. A mim, fazem.. sou animal muito mimalhoco. Espero que não seja uma fase passageira, era bom conseguirmos manter este ambiente, por nós, para nós, por e para as miúdas. A ver vamos, como diz o cego…
;o)
Estes são os meus dois preferidos dos três livros que chegaram ontem, da editora Kalandraka, ”livros para sonhar”. A mais velha gostou muito e eu também… está-se a compôr a biblioteca infantil cá de casa!
E eu adoro aqueles momentos de lhe ler a história… e vê-la contar a história aos seu bonecos, à sua maneira, com variações muito próprias, em que se misturam histórias e realidade…
Está tão grande, a minha menina!…
Arquivado em: família
Dizem por aí que, nas relações maduras a paixão dá lugar ao Amor. Será sempre assim? Ora vejamos: segundo o dicionário, Amor é, além de um substantivo masculino (só esta definição de género já me parece irónica…):
1. sentimento que predispõe a desejar o bem de alguém;
2. sentimento de afecto ou extrema dedicação; apego;
3. sentimento que nos impele para o objecto dos nossos desejos; atracção; paixão;
4. afecto; inclinação;
5. relação amorosa; aventura;
6. objecto da afeição;
7. adoração; veneração; devoção;
Pois, por estes lados, parece que nem paixão, nem amor já sobrevivem. Passámos a fronteira e aguentamos o barco por razões meramente funcionais como o exigem duas crianças pequenas. É triste, sim… muito triste. É triste o chegar-se a uma situação de relação funcional. Acho que, por muito difícil que seja, temos que pôr fim a isto. Não sei qual a solução, mas não será esta, concerteza. Para lá dos condicionantes económicos, há o nosso bem estar emocional, o das crianças, e o sentirmo-nos bem connoco próprios é impossível numa situação de “faz-de-conta-que-funciona-porque-a-carteira-não-dá-para-mais”. Ora, paciência, mas vai ter que dar. Não me apetece mais engolir em seco, contar até dez, fingir que não é nada… chegou a hora do meu grito de Ipiranga (mais um, que a minha vida está cheia deles…).
Como diz a sabedoria popular, tudo tem remédio, só a morte é que não.
Vamos lá pôr os pontos nos ii’s, que já é mais do que tempo…
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Um dia só para mim, com direito a luxos burgueses nunca experimentados, tipo SPA, massagem e afins… ir ao cinema, jantar com amigos, beber um copo, fumar susbtâncias ilícitas sem problemas de consciência e preocupações com a amamentação… ir a um concerto… podia ter sido o da foto:
Yard Dogs Road Show, na Aula Magna (grande suspiro)
Arquivado em: blogalhices
Porque este não é um baby blog (já passei essa fase colorida…) mas é um motherblog. No entanto, por ser mãe de duas meninas com nomes de flor… uma com dois anos e picos, outra com dois meses e picos, as referências babadas às suas gracinhas e as manifestações de desespero típicas da maternidade que por aqui surjam, deverão ser consideradas “ossos do ofício”.
Por isso mais um jardim. Pelas minhas flores, pelos jardim suspensos, como os da Babilónia, pelos efémeros momentos de felicidade que surgem, como que suspensos, no rame-rame do quotidiano. Pelos sonhos, cuja concretização está suspensa, porque “valores mais altos se levantam”. Porque me apetecia um blog anónimo, onde posso dizer o que me apetece, como me apetece, sem ferir susceptibilidades…
Esta é a primeira semente deste jardim.
Que a terra lhe seja fértil e propícia ao criar de raízes





